Uma menina de 13 anos acusa o padrasto, de 58 anos, de estrupá-la, na
Vila Albertina, zona Norte de Ribeirão Preto. A garota, que diz sofrer
abusos há pelo menos quatro meses, resolveu contar tudo a uma vizinha,
na noite do último sábado (22). Como a mãe da vítima não acredita nela, a
adolescente quer morar em uma casa de abrigo para menores. Segundo o boletim de ocorrência, o último abuso sexual aconteceu no dia 20 de setembro. A menina relatou à vizinha que já era molestada pelo padrasto e no dia 20 o ato sexual foi consumado pela primeira vez, sob ameaça de morte.
De acordo com a adolescente, o padrasto estava com um serrote na mão. Antes, o padastro já havia passado a mão nas partes íntimas da vítima "Mas só quinta houve a penetração. Ela conta tudo com detalhes e sempre repete a mesma história", afirma a vizinha.
A menina, que é deficiente auditiva, foi submetida a exame de corpo de delito no Hospital das Clínicas. O Conselho Tutelar foi acionado e decidiu pela permanência da garota na casa da avó materna dela até que a guarda seja regularizada.
Outros abusos
No dia 16 de maio, outro boletim de ocorrência foi registrado pela vice-diretora da escola onde a menina estuda e por um guarda civil municipal, relatando que a garota era molestada sexualmente pelo padrasto e por um vizinho dela.
De acordo com o boletim de ocorrência, os dois homens passavam as mãos no corpo dela, ofereciam dinheiro para que ela os masturbasse, ficavam pelados na frente da garota e a chamavam para fazer sexo.
Ainda segundo o boletim, a menina não comentava com ninguém porque tinha medo de apanhar.
Segundo a vizinha da menina, a mãe da adolescente não acredita que o companheiro dela moleste a filha.
"Ela já sabia de tudo, Mas não acredita na garota. Nem mostrando os exames. A menina não aguenta mais passar por isso e prefere morar em uma casa de abrigo", diz.
A reportagem de nossa fone , não conseguiu falar com a mãe e o padrasto da adolescente. Segundo o boletim de ocorrência, o homem nega o estupro. O pai da adolescente é falecido. O caso será investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
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